[Pg i]

CULTURA E OPULENCIA
DO BRAZIL,
POR SUAS DROGAS E MINAS.

[Pg ii]


TYP. IMP. E CONST. DE J. VlLLENEUVE E COMP.,
RUA D’OUVIDOR, N. 65.

[Pg iii]


CULTURA E OPULENCIA

DO BRASIL,

POR SUAS DROGAS E MINAS,

COM VARIAS NOTICIAS CURIOSAS DO MODO DE FAZER O ASSUCAR;
PLANTAR E BENEFICIAR O TABACO; TIRAR OURO DAS MINAS, E
DESCUBRIR AS DA PRATA, E DOS GRANDES EMOLUMENTOS QUE
ESTA CONQUISTA DA AMERICA MERIDIONAL DÁ AO REINO DE
PORTUGAL COM ESTES, E OUTROS GENEROS E CONTRATOS REAES;

Obra de André João Antonil,

OFFERECIDA AOS QUE DESEJÃO VER GLORIFICADO NOS ALTARES
AO VENERAREL PADRE JOSÉ ANCHIETA,
Sacerdote da Companhia de Jezus,
Missionario Apostolico, e novo Thaumaturgo do Brazil.

IMPRESSO EM LISBOA,

NA OFFICINA REAL DESLANDERINA COM AS LICENÇAS NECESSARIAS,
NO ANNO DE 1711,

NOVAMENTE REIMPRESSO NO RIO DE JANEIRO.


VENDE-SE
EM CASA DE SOUZA E COMP.,
RUA DOS LATOEIROS, N.º 60.


1837.

[Pg iv]


[Pg v]

O EDITOR
AO PUBLICO.


O defunto Conselheiro Diogo de Toledo Larae Ordonhes possuia hum livro, que estimavatanto, que não o tinha entre os outros na suaestante, mas sim na gaveta pequena de humacommoda. Pedio-se-lhe muitas vezes, que odésse á bibliotheca, hoje publica, ao que nuncase pôde resolver mesmo dando outros, tantoera a estimação em que o tinha.

Procurou-se o livro pois desde o começo doanno de trinta, algum tempo depois da mortedo mesmo conselheiro, e não se descobrindono Rio de Janeiro recorreu-se a seu irmão, eherdeiro, o General Arronches em S. Paulo, oqual contestou que não lhe havia sido remettido.

[Pg vi]

Ha tres annos pois que, segundo ordens, sefizérão pesquizas em Lisboa, aonde em fins doanno passado se encontrou hum exemplar,declarando o possuidor, que o não venderiapor cem mil cruzados, tal he a estimação, emque o tem! mas como homem generozo permittioque se copiasse.

No mesmo tempo destas pesquizas em Lisboa,escreveu-se ao Porto ao celebrado sabioantiquado portuguez João Pedro Ribeiro, oqual depois de varias contestações asseverandoo máo resultado das suas indagações, por fimescreveu, e a sua carta chegou com o manuscripto,declarando o nome de quatro pessoas,que possuião exemplares, e entre elles o nomede hum Major, ha pouco chegado alli do Riode Janeiro; quem sabe se não he o do defuntoconselheiro! acrescentando que por sete mil eduzentos réis talvez se obteria hum exemplar,e que o livro fôra prohibido no tempo de El-ReiD. João V pelo governo portuguez.

Este livro he pois a cultura e riqueza doBrazil, etc. etc. etc., no anno de 1711. Do tituloinferiráõ os leitores quanto elle he util atodos os estudiosos de economia politica, e emgeral a todos os Brazileiros, que alli acharáõ a[Pg vii]<

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